Os recentes ataques de Israel e do Irã a instalações e infraestruturas de extração de petróleo e de gás natural do Oriente Médio fizeram com que os preços do barril do tipo Brent disparassem, chegando a US$ 119 na manhã desta quinta-feira (19).
Diante da escalada de preços, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acenou com a possibilidade de autorizar a comercialização do petróleo iraniano que se encontra armazenado em navios na região.
A estratégia para conter a alta de preços foi apresentada durante entrevista ao programa Mornings with Maria, da Fox Business. Com isso, a cotação do barril recuou para US$ 108.
A alta recente do barril tipo Brent, que é a referência de preços para o mercado internacional, foi impulsionada após Israel ter atacado, na quarta-feira (18), o campo de gás Pars, que o Irã divide com o Catar no Golfo Pérsico.
Em resposta, o Irã atacou, ainda na quarta-feira, a refinaria de Ras Laffan. Já na madrugada desta quinta-feira, os alvos foram instalações de gás natural no Catar, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado destruir a totalidade do campo de gás iraniano de South Pars, o maior do mundo.
Entenda o conflito no Oriente Médio
Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.
A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital, Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.
O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
Os países envolvidos no conflito estão entre os maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo, e parte importante dessa produção passa pelo Estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irã.
As incertezas sobre a oferta fizeram disparar o preço dos combustíveis no mercado internacional, e o petróleo já superou os US$ 100 o barril.